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MS Selvagem: com bichos ‘a solta’ no meio da rua, saiba como agir quando encontrar um

Em 2018, PMA resgatou mais de 1,3 mil animais silvestres em perímetro urbano

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Boa parte dos sul-mato-grossenses que já visitou outros estados, e disse que mora em MS, provavelmente deve ter escutado: “É verdade que lá passa onça e jacaré no meio da rua?'. Nas últimas semanas, encontrar bichos em área urbana tem feito parte da rotina do sul-mato-grossense.

Essa é uma pergunta comum para quem mora aqui, já que a fauna e a flora de MS estão presentes no dia-a-dia, com os parques e rios. E, de fato, não só onça, mas outros animais passam no meio da rua aqui sim e muitas vezes se escondem nas residências. Conforme um balanço divulgado pela PMA (Polícia Militar Ambiental), que realiza a captura de animais há quase 32 anos, em 2018, mais de 1,3 mil animais silvestres foram resgatados no estado, em perímetro urbano.

E as equipes já realizaram a captura dos animais em circunstâncias inusitadas, como por exemplo, capturar ouriço em edifício, capivara dentro de armário, anta e jacaré em lagoa de tratamento de indústria, gambá dentro de máquina de lavar, serpente e lagarto dentro de veículos, tamanduá-bandeira dentro de churrasqueira, entre outros inúmeros casos.

O tenente-coronel Queiroz, da PMA, afirma que as equipes são acionadas diariamente para atender esse tipo de ocorrência. “É animal que sai do perímetro urbano e acaba entrando nas residências, é capivara machucada em decorrência de briga por território. Isso é natural, porque nós temos essa convivência com uma fauna sinantrópica, pois, nós conservamos o habitat dela, afirma Queiroz.

Em fevereiro, houve uma ‘invasão de cobras’ em Coxim, a 258 km de Campo Grande. Conforme os militares, no período de 8 dias, 4 serpentes foram capturadas na área urbana do município.

Após algumas semanas, moradores da Capital acionaram a PMA, duas vezes no mesmo dia, para capturar cobras que apareceram nos bairros Jardim Samambaia e Nova Campo Grande. No dia seguinte, os militares resgataram uma coruja que apareceu em uma padaria na Vila Antônio Vendas.

O caso mais recente aconteceu na quinta-feira (21), novamente em Coxim, quando dois jacarés foram capturados pela PMA. Um deles tinha 1,6 metros e foi encontrado em uma clínica, já o outro, com 2 metros, foi localizado em uma residência, no bairro Santo André. Apesar da média de 3,8 animais que a Polícia Militar Ambiental captura diariamente no estado, existe uma explicação para essa migração.

Para o biólogo José Milton Longo, uma série de fatores implica para que os animais deixem o seu habitat e apareçam, por acaso, nas ruas ou até mesmo nas casas. “Com o aumento das chuvas os animais começam a procurar por abrigo, o que explica aparecer em Campo Grande, já que a capital tem vários córregos'.

Ainda de acordo com o biólogo, um distúrbio, como o desmatamento em áreas de fazenda, por exemplo, diminui o habitat e alimento da fauna, por essa razão, os animais acabam viajando longas distâncias e adentram os perímetros urbanos.

O tenente-coronel Queiroz, da PMA, informa que o ideal é não se aproximar do animal. “É importante evitar que as crianças se aproximem, se for filmar ou tirar fotos, faça isso de uma distância segura para não assustar o animal e, com isso, evitar que ele fuja e corra o risco de ser atropelado”.

Ainda conforme Queiroz, dependendo da aproximação, mesmo se tratando de um animal dócil, ele pode atacar quando alguém se aproxima muito. “Uma serpente por exemplo, só vai te atacar se você pisar em um raio dela, em que acha que vai ser atacada. Ao ver uma pessoa, a tendência é que ela tente fugir”.

Caso encontre um animal silvestre, peça orientação para a PMA ou Corpo de Bombeiros. O telefone da Polícia Militar Ambiental é o (67) 3357-1500.

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