Em um mês, 140 empresas de MS aderem a financiamento para pagar salários

Os empréstimos equivalem a R$ 2,9 milhões e beneficiam mais de 2 mil empregados, sendo a maioria do setor de serviços

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Empresários do ramo do comércio estão entre os que mais recorreram ao financiamento da folha de pagamento (Foto: Kisie Ainoã)

Em menos de um mês, saltou de 19 para 159 o número de empresas de Mato Grosso do Sul a aderiram a empréstimo para garantir o pagamento de salários durante a pandemia do novo coronavírus. O valor é equivalente a R$ 2,9 milhões e beneficiam 2.018 empregados, sendo a maioria do setor de serviços.

Dados divulgados na última quinta-feira, pelo Banco Central, mostram que até o dia 8 de abril, apenas 19 empresas recorreram ao Pese (Programa Emergencial de Suporte e Empregos). Até a última segunda-feira, 4 de maio, no entanto, 159 empreendimentos aderiram a iniciativa. Em valores, o salto foi de R$ 261,02 para R$ 2.901.505,67.

A maior parte dos empréstimos são para atender o setor de serviços, 40 empresas. Foram 26 os estabelecimentos de construção, madeira e imobiliário a recorrer ao auxílio e 25 do setor de mídia e lazer. Outras 21 atendem o setor de saúde, saneamento e educação.

Dos mais de 2 mil empregados beneficiados, 74% (1.499) ganha até dois salários mínimos. Destes, 27,6% ganham apenas um salário. Menos de 1% ganha acima de 5.

Em 2020, o salário mínimo é de R$ 1.045.

O Bradesco a instituição financeira a que os empresários mais recorreram para aderir o programa, 66. Segundo mais procurado, o Banco do Brasil viabilizou empréstimos para 62 empresas. Quinze recorreram ao Santander, 10 ao Itaú e 7 a Caixa Econômica Federal.

Emergencial - No Brasil, até a última segunda-feira, 19.304 empresas haviam tomada empréstimo para financiamento de folha de pagamento, o equivalente a R$ 414,4 milhões, beneficiando 304.091 empregados.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a estimativa do governo era liberar R$ 40 bilhões em crédito para que as empresas paguem os salários durante o período de isolamento social. Menos de 1%, no entanto, aderiram à linha emergencial criada como medida de enfrentamento à crise gerada pela pandemia da covid-19.

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