Chuvas de até 140 mm devem atingir MS até o fim do mês; confira as cidades em alerta

Previsão é de que instabilidades persistam, há possibilidade de tempestades destrutivas, com chance de granizo em Ivinhema, Angélica e Sidrolândia

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A tendência de precipitação elevada também aparece na análise climática para o trimestre de novembro, dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Imagem: (Emerson Bordim/Arquivo)

Mato Grosso do Sul pode acumular até 140 milímetros de chuva até o fim de outubro, com os maiores volumes previstos para as regiões sul e sudoeste. Em alguns municípios, a previsão supera 120 mm, enquanto a passagem de um ciclone deve intensificar as instabilidades nos próximos dias.

A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima indica acumulados entre 30 mm e 140 mm no Estado, entre os dias 20 e 31 de outubro. Os maiores volumes, entre 100 mm e 140 mm, devem se concentrar principalmente nas regiões sul e sudoeste.

Entre os municípios com maiores acumulados previstos, estão Ponta Porã, com 130,2 mm; Amambai, com 128,2 mm; Aral Moreira, com 118,5 mm; Sete Quedas, com 117 mm; e Japorã, com 114,1 mm. Em Campo Grande, o maior acúmulo é de 84,1 mm.

Ciclone intensifica instabilidades

A previsão de chuva ocorre em meio ao avanço de um ciclone sobre Mato Grosso do Sul. Segundo o meteorologista Natálio Abrão, o sistema deve avançar sobre o Estado a partir de quinta-feira (22), favorecendo a ocorrência de temporais.

A previsão é de que as instabilidades persistam durante o fim de semana. No sábado (24), há possibilidade de tempestades destrutivas nas regiões sul e sudeste, com chance de granizo em municípios como Ivinhema, Angélica e Sidrolândia.

Já no domingo (25), o risco de chuvas intensas continua, principalmente no centro-sul do Estado. Conforme Natálio Abrão, o acumulado de precipitação durante os quatro dias pode ultrapassar 150 mm.

Chuva acima da média nos próximos meses

A tendência de precipitação elevada também aparece na análise climática do Cemtec para o trimestre de novembro, dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Conforme a previsão, há possibilidade de chuvas acima da média histórica em MS, especialmente na região centro-sul.

O período também deve registrar temperaturas acima da média, com risco de ondas de calor. A combinação entre o aquecimento durante o dia e o retorno gradual da umidade amazônica, característico da primavera, favorece a formação de áreas de instabilidade e tempestades severas de curta duração.

Esses temporais podem provocar chuva intensa, vendavais, descargas elétricas e queda de granizo. A análise considera ainda a influência de um evento El Niño de intensidade muito forte, com probabilidade estimada em cerca de 96%, que pode potencializar as tempestades ao interagir com o aquecimento diurno e a disponibilidade de umidade.

Apesar da tendência de chuva, o risco de fogo continua exigindo monitoramento. A maior parte do território sul-mato-grossense apresenta níveis de baixa probabilidade ou observação, enquanto a região pantaneira permanece em nível de alerta.

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