A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve a bandeira tarifária amarela para setembro em todo o país, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (28) e considera as condições menos favoráveis para geração de energia durante o período seco. A redução do nível dos reservatórios aumenta a necessidade de uso de usinas termelétricas, que produzem energia a um custo maior.
A cobrança adicional completa cinco meses consecutivos em setembro. A bandeira amarela entrou em vigor em maio e permaneceu nas contas durante junho, julho e agosto. Entre janeiro e abril, os consumidores ficaram sob bandeira verde, sem acréscimo relacionado ao sistema tarifário.
Na prática, uma residência que consuma 200 kWh durante setembro terá R$ 3,77 acrescentados à conta por causa da bandeira. Para um consumo de 300 kWh, o valor adicional chega a cerca de R$ 5,66. A cobrança varia conforme a quantidade de energia utilizada no imóvel.
Segundo a Aneel, o período seco reduz a disponibilidade de água nos reservatórios das hidrelétricas e piora as condições para produção de energia mais barata. O sistema elétrico passa a depender mais das termelétricas para atender à demanda. Essas usinas têm custo operacional superior ao das hidrelétricas.
O sistema de bandeiras tarifárias existe desde 2015 e indica mensalmente as condições de geração de energia no país. A bandeira verde não acrescenta valor à tarifa, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam cobranças extras proporcionais ao consumo. O mecanismo busca sinalizar ao consumidor quando o custo de produção de eletricidade aumenta.
A agência também recomenda redução de desperdícios durante períodos de maior custo de geração. Medidas como desligar equipamentos sem uso e reduzir o tempo de aparelhos de alto consumo podem diminuir o impacto na fatura.









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