A produção de etanol em Mato Grosso do Sul cresceu 43,6% no acumulado de janeiro a abril de 2026 ante o mesmo período de 2025, saltando de 879,4 milhões de litros para 1,263 bilhão de litros, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Conforme a ANP, o aumento mais expressivo ocorreu na produção de etanol anidro, que avançou 101,1%, passando de 155,122 milhões de litros para 311,993 milhões de litros. Esse tipo de biocombustível é misturado à gasolina no país.
Em 2025, o percentual de mistura, que era de 25%, passou para 30% em razão de decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já anunciou que em junho deverá ser apreciado pelo conselho um novo aumento do teor, ampliando o percentual do blend de 30% para 32%.
O ministro reiterou que a medida, além de fortalecer a soberania energética do Brasil, possibilitará que o país alcance autossuficiência em gasolina, zerando as importações do combustível.
Esse aumento pode estimular ainda mais a produção de anidro em Mato Grosso do Sul. Em relação ao outro tipo de etanol processado no Estado, o hidratado, vendido diretamente nas bombas dos postos de combustíveis, o volume produzido cresceu 31,3% neste ano, subindo de 724,360 milhões de litros para 951,296 milhões de litros.
Conforme a Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), o Estado conta atualmente com 22 plantas de produção de etanol, sendo três de etanol de milho e 19 de cana. No ciclo 2025/2026, processou 5 bilhões de litros, ocupando a quarta posição no ranking nacional.
Atualmente, o etanol de milho é produzido em três unidades instaladas no Estado: duas da Inpasa, em Dourados e Sidrolândia, e uma da Neomille, em Maracaju. Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso.
A produção de etanol deve ganhar impulso no Estado com quatro novos projetos industriais utilizando o milho como matéria-prima. São duas unidades de produção integrada da ATVOS, uma em Nova Alvorada do Sul, com capacidade de 273 milhões de litros por ano, e outra em Costa Rica, com capacidade estimada entre 150 milhões e 800 milhões de litros; uma nova planta em Jaraguari, com 200 milhões de litros; além da ampliação da capacidade da Inpasa, em Sidrolândia, com mais 300 milhões de litros.
Considerando as capacidades já confirmadas de três projetos (Nova Alvorada do Sul, Jaraguari e Sidrolândia) e a capacidade mínima projetada para Costa Rica, Mato Grosso do Sul deve registrar incremento de pelo menos 923 milhões de litros de etanol nos próximos anos.










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