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Renato Câmara cobra de assessor de Moro mais recursos para segurança de fronteira

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Imagens: (Toninho Souza)

Representante da Assembleia Legislativa no 2º Fórum Permanente de Segurança na Fronteira, realizado nesta quinta-feira (22) em Campo Grande, o deputado estadual Renato Câmara (MDB) cobrou do coordenador-geral de Fronteiras do Ministério da Justiça, Eduardo Maia Bettine, mais investimentos e uma maior participação do governo federal nas ações de segurança e combate à criminalidade na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul. O Estado tem 1.517 quilômetros de fronteira, sendo 1.131 km com o Paraguai e 386 km com a Bolívia.

Bettine participou do fórum como representante oficial de Sérgio Moro. O ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro e consultor da ONU (Organização das Nações Unidas), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz também esteve no evento promovida pela OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) e Acicg (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande).

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Representante a Assembleia Legislativa no Fórum Permanente de Segurança na Fronteira, Renato Câmara cobrou do representante do Ministério da Justiça uma compensação financeira do governo federal para auxiliar as ações de segurança desenvolvidas na fronteira de MS

Durante os debates, Renato Câmara destacou ao representante do Ministro da Justiça que o governo federal precisa criar mecanismos legais para compensar os investimentos feitos por Mato Grosso do Sul para garantir a continuidade das ações de vigilância e proteção da área de fronteiriça e para o custeio dos mais de 9 mil detentos oriundos do tráfico de drogas que estão sob a guarda sistema penitenciário do Estado. No ano passado, o governo do Estado precisou desembolsar mais de R$ 132 milhões para bancar essas despesas.

“É preciso uma maior integração entre as esferas federativas para se avançar no combate ao crime fronteiriço. Infelizmente, o Estado tem pago sozinho a conta. O governo federal precisa estar mais presente nas ações estratégicas para ampliar a logística e os recursos tecnológicos necessários para se combater a criminalidade nas fronteiras. Isso só se faz com investimentos. Também se faz necessário uma compensação financeira ao Estado, uma vez que o Fundo Nacional Antidrogas possui recursos provenientes de bens e imóveis retomados pela Justiça e arrecada mais de R$ 300 milhões por ano. Mato Grosso do Sul precisa ter uma maior participação nestes recursos para poder executar uma política mais ampla e eficaz de fortalecimento das forças de segurança do Estado”, disse Renato Câmara.

O deputado também enfatizou que a integração de dados e recursos humanos é essencial no combate ao crime organizado, destacando a importância do fórum para debater a situação de fronteira e assuntos de interesse da Segurança Pública do Estado, além de promover a integração entre as forças de segurança, sociedade civil e entidades da área, na busca de soluções aos problemas existentes. “Precisamos aprofundar os debates sobre a segurança pública em MS, especialmente na faixa de fronteira. Eventos desta magnitude possibilita a busca por novas perspectivas para a situação local, com foco em soluções, notadamente aquelas relacionadas à inteligência e desenvolvimento da segurança na fronteira”, finalizou Renato Câmara.

Números

Até 31 de julho de 2019, a maconha recolhida totalizou 37,9 toneladas. No ano passado, no mesmo período, foram 50,2 toneladas. Já a curva da cocaína é ascendente: cinco toneladas até julho deste ano, contra 2,7 toneladas em igual período de 2018. Conforme a Receita Federal em MS, até julho de 2019 foram apreendidos 31 milhões de maços de cigarros contrabandeados do Paraguai. No ano passado, foram 75 milhões de maços.

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