Com quatro eclipses em 2026, apenas dois serão visíveis no Brasil

Lua de Sangue em 3 de março poderá ser observada de forma parcial ou discreta em algumas regiões brasileiras

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Eclipse solar em outubro de 2024 que foi visível no Brasil. (Foto: Juliano Almeida)

O céu de 2026 terá quatro eclipses ao longo do ano, e o primeiro deles já acontece em fevereiro. No dia 17, um eclipse solar anular inaugura a sequência de fenômenos astronômicos, marcando um dos calendários mais intensos da década para observação do alinhamento entre Sol, Terra e Lua. As informações são do Observatório Nacional.

O eclipse de fevereiro forma o chamado “Anel de Fogo”, quando a Lua encobre o centro do Sol, deixando visível apenas um aro luminoso. O fenômeno poderá ser visto principalmente na Antártica e em áreas do hemisfério sul, mas não terá visualização direta no Brasil.

Poucas semanas depois, em 3 de março, ocorre um eclipse lunar total. Nesse tipo de evento, a Lua atravessa completamente a sombra da Terra e adquire coloração avermelhada, conhecida popularmente como “Lua de Sangue”. O eclipse será visível nas Américas, na Austrália e no leste da Ásia, com observação parcial ou discreta em algumas regiões brasileiras.

O ponto alto do ano acontece em 12 de agosto, com um eclipse solar total, considerado o mais raro e impressionante dos fenômenos. A sombra da Lua vai cruzar o Ártico, Groenlândia, Islândia e o norte da Espanha, transformando o dia em noite por alguns minutos e permitindo a observação da coroa solar. No Brasil, o evento não será visível.

Encerrando o calendário astronômico de 2026, em 28 de agosto, ocorre um eclipse lunar parcial profundo, com cerca de 93% da superfície da Lua encoberta pela sombra da Terra. Apesar de não ser total, o fenômeno promete um efeito visual marcante para observadores em diversas partes do mundo.

Embora a maioria dos eclipses de 2026 tenha impacto visual limitado no Brasil, os fenômenos poderão ser acompanhados em tempo real por transmissões do Observatório Nacional, por meio do programa “O Céu em Sua Casa”, que reúne pesquisadores e parceiros para explicar cada evento e orientar o público sobre o que pode ser visto em cada região.

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