A Adepol-MS (Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul) repudiou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Conselhão, feita na última quarta-feira (10). Lula sugeriu que seria mais seguro devolver celulares roubados nos Correios do que em delegacias.
“Na delegacia, as pessoas têm até medo, porque não sabem o tipo de delegado que vão encontrar ou o tipo de policial”, disse Lula.
Leia a nota da associação:
A Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul – ADEPOL/MS vem a público manifestar veemente repúdio à declaração do Presidente da República ao sugerir que o cidadão poderia temer “o tipo de delegado” ou “o tipo de policial” que encontraria em uma delegacia.
Trata-se de manifestação infeliz, genérica e injusta, que atinge de forma indevida instituições e profissionais que exercem função essencial à preservação da ordem pública, da legalidade e da proteção da sociedade.
Nas delegacias de polícia, a população encontra delegados e policiais que defendem os cidadãos, acolhem vítimas, apuram crimes, enfrentam organizações criminosas, protegem os vulneráveis e atuam, diariamente, com coragem, responsabilidade e compromisso com a lei. É nas delegacias que milhares de brasileiros buscam amparo estatal, registram ocorrências, encontram investigação séria e recebem resposta institucional diante da violência e da criminalidade.
Generalizações dessa natureza desconstroem, de modo indevido, o trabalho de homens e mulheres que, muitas vezes em condições estruturais adversas, dedicam suas vidas à segurança pública e à defesa da sociedade. Declarações dessa ordem não contribuem para o fortalecimento das instituições, não aprimoram a relação entre Estado e cidadão e ainda estimulam desconfiança em relação àqueles que têm a missão constitucional de servir e proteger.
A ADEPOL/MS reafirma sua confiança na Polícia Civil, nos Delegados de Polícia e em todos os policiais comprometidos com a legalidade, com a justiça e com a dignidade da pessoa humana. Reitera, ainda, que o fortalecimento da segurança pública exige respeito institucional, responsabilidade no discurso público e reconhecimento ao trabalho daqueles que estão na linha de frente da defesa do cidadão.










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