Publicado em 20/04/2017 às 17:15, Atualizado em 27/09/2022 às 01:56

Pedro Chaves quer que CCR conclua duplicação ou devolva concessão da BR 163

Da Redação, Ass/Com

“É uma proposta absurda, que não atende aos interesses da população sul-mato-grossense. Se a CCR se declara incapaz de dar continuidade à obra, então que pare imediatamente de cobrar o pedágio e devolva a concessão ao governo federal, para que seja feita uma nova concorrência pública que definirá o nome de outra empresa para assumir a empreitada. 

O que não pode é paralisar a duplicação e continuar cobrando dos milhares de motoristas que diariamente utilizam a estrada”, ponderou o senador nesta quinta-feira (20), durante reunião com o governador Reinaldo Azambuja e dezenas de prefeitos, entre eles os dos municípios cortados pela BR 163, na sede da Associação Sul-Mato-Grossense de Municípios (Assomasul), em Campo Grande.

Para Pedro Chaves, o contrato de concessão assinado com o governo federal tem que ser respeitado. “A CCR MS Via integra um dos maiores grupos de concessão de infraestrutura da América Latina. O grupo opera rodovias e diferentes meios de transporte nos maiores estados brasileiros. É inconcebível que, ao se candidatar para obter a concessão da BR 163, não tenha feito uma avaliação dos riscos do negócio no qual estava entrando. Se eles não previram a queda no fluxo de veículos verificada nos últimos 12 meses, que arquem com as consequências, cumpram o compromisso assumido com o governo e concluam a obra. 

Ou então, que saiam do negócio e sofram as punições estabelecidas em contrato. Os usuários da rodovia, que há anos esperavam pela duplicação e pagam religiosamente o pedágio, é que não podem ficar no prejuízo”, advertiu.

O senador assegura que toda a classe política está mobilizada para buscar uma solução que atenda aos interesses de Mato Grosso do Sul. 

“Na próxima terça-feira (25) a bancada de senadores e deputados federais que representam o nosso estado no Congresso Nacional se reunirão em Brasília com o presidente da ANTT, Jorge Bastos, para cobrar uma posição dura da agência. Se ela não vier, recorreremos ao Ministério dos Transportes e até o Presidente da República para que a CCR honre com os compromissos assumidos com Mato Grosso do Sul”, garantiu.