Partidos avaliam como será pré-campanha à distância

Sem previsão de adiamento das eleições, internet deve ser aliada

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Presidente do PSBD em Campo Grande, João César MattoGrosso. Créditos: (Correio do Estado)

Em meio a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e a proximidade do pleito eleitoral, marcado para outubro deste ano, os partidos políticos ainda estão analisando como deve ser a pré-campanha dos candidatos a prefeitos e vereadores.

Com muitas cidades do Estado adotando isolamento total e algumas ainda com proibição de realização de eventos, como convenções e reuniões, a internet será a principal aliada para quem busca a reeleição e aqueles que desejam um cargo legislativo ou executivo.

O presidente do MDB em Campo Grande, Ulisses Rocha, disse que a agremiação está trabalhando com informações oficiais e acha possível uma nova data para o pleito. "Quem está fora, sem apoio da máquina pública, terá dificuldades. Todo mundo está focado na doença. Estamos preocupados com o atendimento de saúde. Não se discute política agora", afirmou.

Rocha disse ainda que os pré-candidatos estão sendo orientados a trabalhar com mídia social, telefone e videoconferência."Não tem como fazer uma convenção virtual, porque o ato é prejudicado. É uma festa que se apresenta o candidato, e não se pode escondê-lo do eleitor".

O presidente estadual do PT, Vlademir Ferreira, destacou que estão trabalhando de forma digital, reuniões por videoconferência. O partido está seguindo o calendário, mas acredita que adie o pleito. "Já é difícil mobilizar o eleitor, desde que se reduziu o período de campanha. Nessa situação, fica tudo prejudicado".

Ainda segundo Ferreira, adiamento do calendário eleitoral pode prejudicar o planejamento. "Pode ser que ocorra presencialmente, pelo número reduzido de pessoas.

No comando estadual do DEM, o vice-governador Murilo Zaiuth, disse acreditar que é possível fazer campanha usando rede social. "Tendo em vista que boa parte do Congresso Nacional e até o presidente foi eleito por meio das redes sociais, é possível", destacou.

Zauith não acredita no adiamento do calendário eleitoral e aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deve sair em junho. "Vamos nos adequar às mudanças. Elas serão perenes, porque o digital veio para ficar".

Presidente do PSD em Campo Grande e secretário municipal da cidade, Antônio Lacerda, disse por enquanto está focado no combate a pandemia e tratou de eleição durante o período de filiação e não tocou mais no assunto.

"A campanha muda ao longo do tempo. John Kennedy se elegeu presidente dos Estados Unidos com uma estrutura de marketing. Já o Barack Obama usou a internet, principalmente o Twitter. O Bolsonaro também se elegeu assim. É uma alternativa para a pré-campanha".

Questionado sobre as reuniões pela internet, Lacerda afirmou que não atrapalha. "É até bom porque alcança mais gente". Lacerda ressaltou que o dia de votação deve ter muito cuidado. "O dia mais crítico é o da eleição. São nove horas de votação. Temos visto as filas para o saque do auxílio emergencial, então não vejo problema".

A frente dos tucanos em Campo Grande, o João César Mattogrosso (PSDB) disse que o partido está aguardando o posicionamento do TSE. "Ventila-se a ideia de jogar para dezembro, mas não há nada definido. Porém, independente do cenário, se for neste ano com certeza nós teremos uma eleição histórica e extremamente diferente, uma vez que grande parte da população certamente estará receosa para participar de reuniões, prática muito comum durante a campanha e pré-campanha".

Mattogrosso complementou ainda que deve ser uma eleição desafiadora.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o primeiro turno do pleito de outubro será realizado no dia 4, primeiro domingo do mês. O segundo turno está previsto para o dia 25 do mesmo mês.

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