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Com fim das coligações, partidos nanicos de esquerda esperam ter vez em 2020

Legendas que tradicionalmente se recusavam a participar de coligações avaliam que adversários terão dificuldade em lançar chapas puras para vereador, na primeira disputa municipal após Congresso decidir pelo fim das alianças proporcionais

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Marcelo Bluma foi candidato a prefeito da Capital nas últimas eleições. Foto. Arquivo

Partidos nanicos de esquerda que tradicionalmente optavam por não participar de coligações esperam sair na frente em 2020, apostando na experiência em formar chapas puras na disputa para emplacar seus candidatos a prefeito e vereador na Capital e municípios estratégicos.

“Aqueles partidos que não faziam chapa pura terão muita dificuldade, porque esse processo precisa ser construído com o tempo. Montar chapa completa requer prática, experiência, não é um processo que se aprende rápido. E esses que sempre se coligaram nessa primeira eleição terão dificuldade”, avalia o presidente do diretório regional do PV, Marcelo Bluma.

Com chapa própria desde 2012, a legenda é uma das que acreditam que terão destaque nas próximas eleições. Apostando na inexperiência dos adversários, Bluma aposta inclusive em emplacar dois nomes na Câmara de Vereadores da Capital. “Nós teremos uma chapa muito competitiva em Campo Grande e com possibilidade de eleger dois vereadores no próximo mandato”, adiantou. Ele também se apresenta novamente como pré-candidato a prefeito.

“Para quem não está acostumado a montar chapa vai ser difícil”, espera o presidente do PSTU Suél Ferranti. Com uma discussão de extrema esquerda, a legenda não participa de coligações e quis nem ser incluída em discussão sobre a formação de uma frente classista. Na avaliação do dirigente, o uso de coligações é feito para “eleger a direita”. “Essa discussão de chapa pura nós já estamos fazendo desde 1998”, pontua.

Projeto ainda mais amplo

Além da esperança de conquistar vagas nas Câmaras, as legendas de esquerda querem abrir caminhos para emplacar também deputados estaduais e federais em 2022. No caso do Cidadania, que não se enquadra no critério de partido nanico, mas em MS não possui nenhum deputado nem vereador na Capital – a “meta para 2020 é fazer quatro vereadores”, afirma Athayde Nery, integrante da direção nacional e estadual.

Com previsão de chapa própria na Capital, em Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá, o projeto da legenda é conseguir um deputado federal e dois estaduais na eleição seguinte. “Essa eleição constrói a próxima”, afirma Athayde. No interior do Estado, a legenda possui 22 vereadores.

Para ele, a decisão do Congresso Nacional de proibir coligações proporcionais contribui para acabar com partidos “de ata, de livro”, mas que não costumam apresentar candidatos nas disputas. “As eleições vão cada vez mais exigir performance eleitoral”, aponta.

Athayde também concorda com os partidos nanicos de esquerda que apontam dificuldades no processo de formação das chapas puras para vereador. “É muito difícil até porque você tem que ter esse capital histórico”, afirma, defendendo que a ideologia também é determinante na questão. “Agora a gente já está calejado, já aprendemos, sem dúvida que a gente sai na frente”, aposta.

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