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Preso no litoral de SC, Minotauro foi rastreado por policiais federais de MS

Com Minotauro, também foram apreendidos 100 mil dólares em dinheiro, segundo a Polícia Federal. Contra ele, havia dois mandados prisão em aberto, um da Justiça de MS e outro de SP

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No últimos anos, Minotauro chegou a usar identidade falsa para fugir da polícia. (Foto: ABC Color)

A prisão de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, 32 anos, o “Minotauro”, nesta segunda-feira (4) em condomínio de luxo de Balneário Camboriú, SC, foi possível graças ao apoio de policiais federais de Mato Grosso do Sul, nas buscas pelo criminoso até então, tido como um dos mais poderosos no mundo tráfico de drogas pela fronteira do Brasil.

Com Minotauro, também foram apreendidos 100 mil dólares em dinheiro, segundo a Polícia Federal. "Havia a informação que ele poderia estar morando em Balneário Camboriú desde novembro. Nós começamos um trabalho investigativo, a Polícia Federal de Santa Catarina e também do Mato Grosso do Sul, e nós identificamos dois imóveis que ele estaria ocupando. Hoje ele foi preso em um desses prédios", explica o delegado Thiago Giavarotti, da Polícia Federal de Itajaí.

Minotauro foi encontrado em um apartamento de luxo do condomínio Marina Beach Towers na Avenida Atlântica, por volta das 16h (MS). Da sacada o narcotraficante tinha de vista o Oceano Atlântico em região onde ninguém mora, caso não tenha na conta um saldo bancário com no mínimo seis dígitos.

A Policia Federal ainda afirma que era de Balneário Camboriú que a facção do narcotraficante trazia carregamentos de cocaína da Bolívia e mandava para várias cidades do Brasil e do exterior, conforme o portal G1 de Santa Catarina.

Contra ele, havia dois mandados prisão em aberto, um da Justiça do Mato Grosso do Sul e outro de São Paulo. A prisão de Minotauro é apontada com um importante passo para o combate ao tráfico de drogas. “É uma esperança de pacificação na fronteira”, acrescentou o delegado regional adjunto em Ponta Porã, Mikail Faria.

Histórico - Entre os crimes atribuídos a Minotauro está o assassinato do policial civil Wescley Dias Vasconcelos, 37, ocorrido no dia 6 de março do ano passado em Ponta Porã. Ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), Quintiliano está foragido da justiça de São Paulo desde agosto de 2012.

Até o ano passado, ele morava em Pedro Juan Caballero, usando identidade paraguaia falsa em nome Celso Matos Espíndola, 35. Antes, foi chefe do tráfico de drogas em Bauru (SP), cidade de 372 mil habitantes localizada a 326 km da capital paulista.

Durante os ataques do PCC em São Paulo em 2006, Minotauro chegou a ser detido com duas metralhadoras e um fuzil, em Panorama, cidade perto da divisa com Mato Grosso do Sul.

Condenado por formação de quadrilha, cumpriu três anos de pena e em 2009 ganhou liberdade e entrou para o tráfico. Nos últimos meses, ele declarou guerra a Jarvis Pavão, matando pessoas ligadas ao traficante, atualmente preso em Mossoró (RN).

Entre os aliados de Pavão que teriam sido executados a mando de Minotauro estão a advogada Laura Casuso e o ex-candidato a prefeito e empresário Francisco Gimenez.

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