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Relembre a carreira de Schumacher, há 5 anos em coma após acidente

Ex-piloto sofreu acidente de esqui no final de 2013; família optou pela discrição e pouco se sabe sobre sua recuperação e vive em estado vegetativo, mas 'sente as pessoas'

Veja sua trajetória nas pistas

O piloto Michael Schumacher completa, neste mês, cinco anos em coma após sofrer traumatismo craniano em acidente de esqui nos Alpes franceses. Aposentado, o alemão era reconhecido como o maior piloto da história.

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O piloto Michael Schumacher, sete vezes campeão da Fórmula 1. Imagem: (Daniel Teixeira)

Schumacher começou na Fórmula 1 em 1991. Pela equipe Jordan, estreou, em Spa-Francorchamps, no GP da Bélgica, no dia 25 de agosto. Na temporada, Schumi participou de apenas seis provas e conquistou quatro pontos. No ano seguinte, com apenas 23 anos, Schumacher assinou o primeiro contrato com a Benetton, comandada por Flavio Briattore.

Em 1992, o piloto conseguiu a primeira vitória na Fórmula 1 e novamente a Bélgica entrou na vida do alemão. O primeiro lugar, veio em Spa-Francorchamps. O ex-piloto, terminou a temporada em terceiro lugar e consegui lugar no pódio oito vezes.

O ano de 1993 não foi muito bom para Schumacher. Ele seguiu na Benetton e conquistou apenas uma corrida, o GP de Portugal. Schumi terminou a temporada em quarto lugar, o primeiro título veio em 1994, na Benetton. Schumacher foi campeão com um ponto à frente do britânico Damon Hill. Neste ano aconteceu a corrida memorável, em que o ex-piloto alemão colidiu com seu adversário direto no GP da Austrália e foi campeão do mundo. Schumi conquistou oito GPs na temporada.

O bicampeonato veio em 1995. Foram nove GPs vencidos e 11 lugares no pódio na temporada

A história de amor entre Schumacher e Ferrari começou em 1996. A equipe precisava voltar a ser campeã e apostou no bicampeão. A temporada terminou com três GP's conquistados, oito subidas ao pódio e um terceiro lugar no mundial.

Em 1997, Schumacher disputou o título mundial até a última corrida com o canadense Jacques Villeneuve, da Williams. O alemão chegou a liderar a reta final do campeonato de pilotos. o último GP daquele ano, em Xerez, na Espanha, ambos tinham chances de ser campeões, mas foi Villeneuve que saiu vitorioso após Schumacher tentar tirá-lo da pista e ser desclassificado pela organização.

A briga em 1998 foi com Mika Hakkinen, da McLaren. Mais uma vez, Schumacher estava no páreo para o título até o último GP, no Japão. Mas, com um carro inferior, uma largada problemática e o abandono do alemão na 31ª volta fizeram o finlandês se sagrar campeão na Formula 1.

Em 1999, Schumacher se envolveu em um acidente no GP do Reino Unido que resultou em uma perna quebrada e meses "de molho" para o alemão. Ele foi substituído pelo finlandês Mika Salo, que ajudou a Ferrari a vencer o Mundial de construtores daquele ano. O tricampeonato mundial de Michael Schumacher aconteceu no ano seguinte. Em 2000, a situação era parecida ao que foi vivido em 1998. Também no Japão e contra o mesmo Mika Hakkinen, Schumacher, já com um carro competitivo, venceu a corrida e ficou com o título. O tetra aconteceu após uma campanha de 11 poles, 9 vitórias e 14 pódios, em 2001. Schumacher terminou o ano com 123 pontos, 58 a mais sobre o escocês David Coulthard, da McLaren.

Em 2002, Schumacher protagonizou um momento constrangedor com Rubens Barrichello, que era companheiro de Ferrari. Apenas no sexto GP da temporada, na Áustria, a equipe obrigou o brasileiro a entregar a vitória ao alemão, que foi vaiado. Apesar da polêmica, Schumacher se tornou pentacampeão mundial naquele ano.

O hexacampeonato do alemão saiu após um duelo intenso com Kimi Raikkonen, Montoya e Fernando Alonso. A vantagem final de Schumacher foi de apenas dois pontos, suficientes para bater o recorde do argentino Juan Manuel Fangio, que era o maior campeão da modalidade, com cinco títulos.

De 2001 a 2004, o alemão somou 47 corridas vencidas. Foi em 2004, inclusive, que Schumacher se sagrou heptacampeão e terminou a temporada, pela última vez, na primeira posição entre os pilotos. Após cinco anos seguidos como o campeão mundial, Schumacher encerrou a temporada de 2005 com uma única vitória, nos Estados Unidos, onde apenas seis pilotos estiveram no grid e o brasileiro Rubens Barrichello ficou em 2º.

Em 2006, Schumacher viu o espanhol Fernando Alonso ganhar seu segundo título consecutivo. Aos 37 anos, o heptacampeão do mundo tinha tudo para ter feito sua última temporada antes da aposentadoria, mas três anos depois da suposta parada, em 2009, o alemão voltou à Formula 1, desta vez como piloto da Mercedes. Apesar de bons momentos ao longo da temporada, Schumacher já não conseguia repetir suas melhores performances de antes.

A temporada de 2010 foi importante para a Alemanha na modalidade, mas não com o heptacampeão. A partir daquele ano, Vettel começava sua hegemonia de quatro anos; Schumacher foi o 9ª na classificação final do campeonato.

Em mais uma temporada com visível declínio técnico e de resultados, Schumacher terminou 2011 em 8º lugar na classificação geral do Mundial de pilotos. Neste ano, foi o 4º lugar no GP do Canadá, sendo sua melhor performance em prova desde o retorno às pistas

Em 2012, Schumacher anunciou seu adeus definitivo à Formula 1. No GP de Valência, na Espanha, o alemão subiu ao pódio pela última vez, quando terminou em 3º. Sua última corrida foi no Brasil, em novembro daquele ano, quando largou da 14ª posição e cruzou a linha de chegada em 7º.

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Sabine hoje cuida da família Schumacher. Imagem: (Reprodução Instagram)

Schumacher vive em estado vegetativo, mas 'sente as pessoas'

Georg Gänswein, religioso alemão, esteve com ex-piloto em 2016. Empresária contou motivo do segredo em torno da saúde de Schumacher

Após o acidente sofrido em 2013 por Michael Schumacher, nos Alpes Suíços, são poucas as informações sobre o seu real estado de saúde. Na última quarta-feira, Georg Gänswein, religioso alemão, revelou que o ex-piloto de Fórmula 1 vive em estado vegetativo, mas "sente a presença das pessoas"

Georg esteve com Schumacher em 2016, quando o piloto ainda morava na Suíça, e contou à revista alemão Bunte como foi o encontro.

"Ele consegue sentir as pessoas em volta dele. Sentei na frente dele, segurei as duas mãos e olhei para ele. Seu rosto é o típico rosto de Michael Schumacher, só está um pouco mais cheio. Ele sente o amor das pessoas ao seu redor, cuidando dele e afastando o público curioso. Uma pessoa doente precisa de discrição e compreensão."

Georg afirmou também que mantém contato com Corinna, esposa do ex-piloto, e prometeu não revelar o estado atual da saúde de Schumacher. "A família é o ninho protetor que Michael precisa. Sua esposa é a alma da família."

Por que tanto segredo?

No final de novembro, Sabine Kehm, empresária do heptacampeão de F1, deu uma entrevista ao jornal britânico Mirror e explicou o motivo manter o estado de saúdade de Schumacher em segredo.

"Uma vez, depois de uma longa discussão, Michael pediu para mim: por favor, não me ligue no próximo ano. Eu estou desaparecendo. Acho que este sempre foi o sonho secreto que ele pretendia realizar um dia. Então, eu não deixo sair nada sobre ele porque respeito os desejos dele."

Além disso, Sabine lembrou que a vida privada de Schumi nunca foi muito comentada. "Em geral, a mídia nunca relatou a vida privada de Michael e Corinna."

Sabine é jornalista e trabalha com Schumacher desde 1999. A princípio era assessora de imprensa do ex-piloto e em 2010 assumiu a carreira do heptacampeão. Após o acidente, ela é a representante da família toda.

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