Preso que matou guarda no trânsito escreve carta e quer leiloar objeto do Papa

Homem que matou guarda municipal em acidente de trânsito, Ramão Saturnino de Lacerda, de 55 anos, sonha em ter carta lida e pedido atendido pelo Papa Francisco. Ele cumpre pena no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande e quer se vestir de papai noel para distribuir presentes de Natal entre os filhos dos detentos.
A mulher e filha de Ramão, Maria do Carmo Retamozo, de 58 anos, e Rebeca Retamozo, de 18 anos, procuraram a reportagem do Portal Correio do Estado e entregaram as cartas do presidiário. Uma delas solicita  que a correspondência seja enviada ao Papa. “Estou solicitando a vocês porque, com certeza, ficaria muito mais fácil que tal correspondência chegasse ao seu destino”, escreve o detento.
Ramão afirma que a solicitação é por causa nobre e completa que será “o primeiro papai noel com traje a rigor a fazer as distribuições dos brinquedos aqui nessa unidade prisional”.
No texto destinado ao Papa Francisco, o detento solicita a doação de “qualquer objeto ou pertence pessoal para que façamos um leilão e o dinheiro arrecadado se reverta em brinquedos para que, no Natal, podemos oferecer para as crianças ou filhos dos presos mais carentes dessa unidade”. (sic)
Ele sugere ainda que a doação seja encaminhada a qualquer paróquia da Capital e que os irmãos se encarreguem do leilão e da compra dos brinquedos das famílias dos presos. “Confiante no espírito humanitário de vossa Santidade e no bom senso de sua pessoa, tenho certeza absoluta que o nosso pedido será atendido”, finaliza.
A reportagem orientou a família a procurar instituição religiosa ou postar a carta por meios próprios.
O DETENTO
Ramão foi indiciado, em 2013, por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Em abril daquele ano, ele conduzia um Fiat Uno, quando desrespeitou a sinalização e atingiu motocicleta. O guarda municipal Cristiano Gomes Del Piccharia, à época com 27 anos, foi arremessado e morreu antes da chegada do socorro.
Na ocasião, Ramão estava com documento falso, RG do cunhado que já tinha morrido, e fugiu sem prestar socorro. Ele já tinha passagens por estelionato e falsificação de documento.

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