Athletico PR perde para o Boca na Bombonera e diz adeus à Libertadores

Sofrendo a pressão do início ao fim e sem capacidade ofensiva, Athletico vê Ábila marcar no segundo tempo, Sálvio fechar a contagem no último minuto e classificar o time argentino para as quartas de final

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Athletico não segura o Boca em casa e perde por 2 a 0. Foto: (Jonathan Campos)

O clima hipnotizante da Bombonera fez mais uma vítima com a vitória de 2 a 0 do Boca Juniors sobre o Athletico, na partida de volta das oitavas de final da Libertadores. É bem verdade que o Athletico ficou longe de se mostrar um time perigoso e que se poderia apostar, como disse o técnico Tiago Nunes, ou calaria a Bombonera, como afirmou Léo Pereira, mas a pressão feita por uma torcida apaixonante levou os argentinos para as quartas de final, com um gol de Ábila, no início do segundo tempo, e outro de Salvio, no último minuto. O Boca é regido pelos cânticos e foi pressão até encontrar o resultado que o tranquilizava, enquanto o Furacão - que já havia perdido por 1 a 0 - assistiu a festa e se despediu da Libertadores

E agora?

O Boca agora enfrenta a LDU nas quartas de final da Libertadores. A equipe do Equador despachou o Olimpia, do Paraguai, nas oitavas de final.

Pura pressão

Que primeiro tempo! No compasso da torcida, o Boca foi pura pressão e assustou muito. Em velocidade e com marcação alta, a equipe argentina não esperou o primeiro minuto para entrar na área do Athletico. Os ataques se acumulavam e deixavam a defesa do Furacão perdida. Nessa pressão total, com a Bombonera pulsando, Nández perdeu grande chance quando ficou de frente para o gol e sem Santos. O chute foi na direção certa, mas Marcio Azevedo se colocou na frente. A pressão tinha outro lado, porque, com menos de 30 minutos, o Boca já tinha três amarelados. As grandes chances seguiram com o time argentino e, perto do fim do primeiro tempo, a bola só não entrou porque Pedro Henrique não deixou. Depois de cabeçada à queima-roupa de Capaldo, Santos defendeu, mas a sobra bateu em Léo Pereira e voltou para o gol. O seu parceiro de zaga tirou na linha. O Boca seguiu pressionando, perdendo chances ou com Santos defendendo até o apito final do primeiro tempo.

Demorou, mas saiu

O segundo tempo começou bem mais tranquilo que o primeiro, mas com uma mesma linha. O Boca seguia dominando o jogo, sendo ofensivo, enquanto o Athletico não sabia reagir. Marco Ruben quase nunca acionado, Cirino sumido e Rony errando muito definiam os problemas do Athletico. Com a defesa sobrecarregada, o gol não poderia demorar. Aos 11 minutos, Ábila recebeu o lançamento longo do goleiro Andrada, dominou e mandou o chute com força, enquanto todo Athletico assistia. A reação do Furacão não veio após o gol mesmo com as entradas de Bruno Nazário e Vitinho e, depois, Braian Romero. Com um monte de atacantes e sem meio campo, o gol saiu no último minuto, mas para o Boca. Salvio marcou, o juiz apitou e a partida acabou.

Boca matador

O Boca é copeiro e tem um retrospecto absurdo contra times brasileiros na Libertadores. Foram 20 jogos em fase de mata-mata com 17 classificações. Agora tem chance de tentar o sétimo título da Libertadores. Não é fácil não.

Amarelou

O jogo foi um típico confronto entre Brasil e Argentina, com os jogadores se estranhando e sem medo de fazer falta. Tantas que o Boca tomou três amarelos no primeiro tempo, os dois primeiros com sete minutos de jogo, para Nández e Capaldo. O Athletico também não foi bonzinho e Wellington e Pedro Henrique tomaram o amarelo no primeiro tempo. Resultado, cinco amarelos em 45 minutos. No fim do jogo foram oito cartões.

Próximos jogos

O Boca volta para o campeonato argentino e espera a data para o jogo contra a LDU, pelas quartas de final. O Furacão agora terá pela frente um partida no Japão contra o Shonan Bellmare, a ex-Copa Suruga, que reúne o campeão da Sul-Americana contra o campeão da Liga Japonesa. O jogo será no dia 7 de agosto, na próxima quarta-feira.

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