Preso traficante que vendia "droga exclusiva" só para lista VIP de clientes

Na casa do traficante polícia fez a primeira apreensão de THC na Capital, com princípio ativo mais potente da planta da maconha

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Preso traficante que vendia "droga exclusiva" só para lista VIP de clientes

Policiais da Denar (Delegacia Especializada em Repressão ao Narcotráfico) prenderam um traficante de 22 anos responsável pela venda de droga de ''primeira linha'' para clientes ''vip'' da alta sociedade de Campo Grande. Com ele, os agentes encontraram THC, que é o princípio ativo mais potente da planta da maconha. Foi a primeira apreensão desse tipo de droga na Capital.

De acordo com o delegado Hoffman D'Ávilla, a prisão ocorreu na última quarta-feira (5) no bairro Oliveira, onde o traficante morava. Na casa do rapaz, os policiais encontraram THC, porções de skank, haxixe, comprimidos de LSD, além de R$ 8 mil em dinheiro que estavam espalhados pelos cômodos da residência.

Segundo o delegado, o traficante era responsável pela venda de drogas para clientes de uma lista ''vip'', composta por pessoas de alto poder aquisitivo, incluindo até médicos. ''O esquema era tão fechado que, para alguém comprar dele, tinha que ser indicado por outro cliente", explicou.

Para realizar as negociações, o traficante utilizava um celular funcional. A droga era vendida por meio de ''disque-entrega'' em shoppings e estacionamentos de supermercados da cidade.

Uma parte da droga o traficante comprava de São Paulo e, outra, era importada dos Estados Unidos. Elas chegavam a Campo Grande por meio dos Correios.

À polícia, o jovem contou que conheceu os fornecedores por meio de um grupo fechado no Facebook. Ele também disse que começou a vender drogas há pouco tempo, porém, já estava sendo investigado pela delegacia desde junho do ano passado.

Conforme as investigações, cada grama do skank era vendido por R$ 60, do haxixe importado por R$ 100 e os comprimidos de LSD por R$ 50. A droga encontrada na casa, avaliada em R$ 30 mil, renderia lucro líquido de R$ 15 mil ao traficante. Com a prisão do rapaz, a polícia acredita que não há mais THC em Campo Grande.

Toda a droga encontrada na casa seria vendida em no máximo 10 dias. ''A droga era tão solicitada que as pessoas encomendavam e ficavam esperando", disse Hoffman.

Com o dinheiro do tráfico, o preso levava uma vida luxuosa, realizou reformas na casa e comprou o carro utilizado no ''disque-entrega'', um Honda Civic.

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