Na Capital, 120 presos do regime fechado foram para casa por 90 dias

Esse número refere-se aos condenados que cumprem pena em 5 unidades de Campo Grande

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Uma das unidades de onde presos em situação de risco para o covid-19 foram mandados para casa é a Máxima.

Foi concluída esta emana, depois de chegar a registrar fila para implantação de tornozeleira eletrônica, a colocação em prisão domiciliar de condenados que cumpriam pena em regime fechado em Campo Grande. Foram beneficiados 120 detentos em cinco unidades prisionais.

Eles ficarão em casa, de onde não podem sair, conforme a determinação judicial, que tem como base orientação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para tirar dos presídios presos em grupo de risco para o contágio do novo coronavírus, vírus em situação pandêmica.

O prazo para a permanência no domicílio é de 90 dias. O monitoramento via tornozeleira eletrônica é justamente para controlar o cumprimento da decisão judicial. Quem sair, segundo previsto, volta para a prisão.

Desde que começou esse processo, em março, chegou a faltar tornozeleira e por isso ele só foi encerrado nesta segunda-feira.

Número - No mês passado, o Campo Grande News noticiou decisão das varas de execução penal neste sentido, que mandaram para casa internos em todo o Estado. Nos regimes aberto e semiaberto, eram mais de 1,2 mil pessoas, conforme dado da Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário).

No regime fechado, a peneira, segundo informado pelo judiciário, considerou detentos com doenças que apresentam risco maior em relação ao coronavírus, como diabetes, hipertensão e Aids. Outro quesito observado foi o tipo de crime. A garantia dada é de que condenados e presos à espera de julgamento por crimes graves, como estupro e homicídio, não receberam benefício.

Dos seis presídios de regime intramuros de Campo Grande, a prisão domiciliar foi estendida a internos de cinco unidades, a feminina no bairro Coronel Antonino e as quatro localizadas no complexo penal da saída para Três Lagoas.

A sexta penitenciária existente na cidade, da Gameleira, na saída para Sidrolândia, inaugurada em fevereiro deste ano, não foi incluída. Lá, os presos estão chegando aos poucos, portanto não há superlotação.

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