Moagem de cana atinge 44 milhões de toneladas em MS

Mix de produção de cana segue voltado para etanol que somou 3,1 bilhões de litros até dezembro

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A atualização da estimativa para a safra 2019/2020 ainda será analisada pela Associação.

A safra 2019/2020 de cana somou 44,2 milhões de toneladas até 31 de dezembro de 2019 em Mato Grosso do Sul. A quantidade de cana-de-açúcar processada é 4% menor comparado ao mesmo período do ciclo anterior. A informação faz parte do Acompanhamento de Safra divulgado pela Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul).

No último ano a colheita da cana se manteve adiantada e a desaceleração da moagem no mês de dezembro, de acordo com o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho, é reflexo do comportamento atípico do clima no Estado. “Tivemos um ano extremamente seco e duas ocorrências de geadas, que somadas à falta de chuva permitiu as unidades avançarem na moagem com maior velocidade, sem interrupção, chegando em dezembro com pouca cana a ser colhida”, explica.

Essa variação no ritmo de colheita deve influenciar na estimativa inicial para o ciclo, que se encerra em 31 de março de 2020. “Já prevemos uma moagem reduzida no período tradicional de entressafra (dezembro a março) para outros Estados produtores, que ainda pode variar por ser um período considerado chuvoso em Mato Grosso do Sul”, ressalta.

A atualização da estimativa para a safra 2019/2020 ainda será analisada pela Associação, que já previu uma redução de 2 milhões de toneladas por conta das geadas.

Etanol e Açúcar

De abril a dezembro, a produção de etanol somou 3,1 bilhões de litros, volume 1,8% acima com relação ao mesmo período da safra passada.

Desse montante, 2,5 bilhões de litros são de etanol hidratado (+7%) e 637 milhões de litros são de etanol anidro (-15%).

A produção do açúcar permanece abaixo do ciclo passado. De acordo com os dados da Biosul, foram produzidos 724 milhões de toneladas do alimento, uma diferença de 21%.

Mix de produção

No mix de produção, 88% da matéria-prima processada até 31 de dezembro de 2019 foi destinada para etanol, enquanto 12% para a produção de açúcar.

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