Publicado em: 19/08/2026
Golpistas disseram que vítima havia sido selecionada para entregar medicamentos usados no tratamento de câncer
Homem, de 55 anos, perdeu aproximadamente R$ 15 mil após acreditar em uma falsa oferta de emprego para trabalhar com entregas em Campo Grande. A vítima encontrou a suposta empresa por meio das redes sociais e, depois de iniciar o contato por um aplicativo de mensagens, passou a fazer uma série de pagamentos para conseguir começar as atividades. O caso foi registrado como fraude eletrônica na 7ª Delegacia de Polícia Civil.
Conforme registrado na Polícia Civil, o homem pesquisava empresas que agregavam veículos para prestação de serviços de entrega quando encontrou um perfil que aparentava ser verdadeiro. O primeiro contato foi feito pelo WhatsApp com um homem que se identificava como Fabio Fernandes e dizia ser representante da empresa.
Durante o suposto processo de credenciamento, que durou quase um mês, a vítima enviou documentos pessoais e informações do veículo, incluindo RG, CPF, CNH, comprovante de residência e dados bancários. Em seguida, foi informada de que precisaria de um aparelho para leitura dos produtos que seriam entregues, principalmente medicamentos retirados de depósitos.
Como não tinha condições de comprar o equipamento, o homem aceitou alugá-lo e fez o primeiro pagamento. O aparelho, porém, nunca foi entregue. Dois dias depois, o suposto representante voltou a entrar em contato e afirmou que a vítima havia sido selecionada para transportar medicamentos de alto valor, inclusive produtos usados no tratamento de câncer e o Mounjaro.
Na sequência, os suspeitos disseram que seria necessário contratar seguro para o veículo e seguro de vida. Segundo a vítima, foi informado que a suposta empresa pagaria metade dos custos e ele ficaria responsável pela outra parte.
Cerca de três dias depois, uma nova cobrança foi apresentada. O homem afirmou que o Banco Central do Brasil teria identificado os valores enviados pela vítima e pela própria empresa e que seria necessária uma suposta “autenticação” dos recursos.
A partir daí, novos depósitos passaram a ser exigidos sob a justificativa de que o dinheiro precisaria ser novamente enviado para que o suposto Banco Central identificasse a origem e a finalidade dos recursos. A vítima, no entanto, não recebeu nenhuma comunicação oficial, documento ou protocolo da instituição sobre a suposta exigência.
A cada pagamento, conforme o relato, uma nova justificativa era apresentada para pedir mais dinheiro. Os suspeitos passaram a mencionar impostos e outras cobranças, garantindo que os valores seriam posteriormente liberados ou devolvidos.
O homem realizou pagamentos durante aproximadamente um mês e estima ter perdido cerca de R$ 15 mil. Até o registro da ocorrência, nenhum valor havia sido devolvido, o equipamento não havia sido entregue e o trabalho de transporte nunca começou.
Ainda segundo o relato, os interlocutores continuavam fazendo novas cobranças, alegando que o valor necessário para uma suposta “pré-autenticação” havia aumentado.
A vítima entregou à Polícia Civil cópia do contrato apresentado pela suposta empresa e informou que também possui os comprovantes dos pagamentos realizados. O homem manifestou interesse em representar criminalmente contra os responsáveis.