Publicado em: 13/08/2026
Vítimas são profissionais em busca de recolocação no mercado de trabalho
Passando-se por agentes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), golpistas têm adulterado guias e manuais gratuitos da Agência e vendido certificados para quem busca por vagas de emprego. Em nota, a instituição alertou para que pessoas não caiam no golpe, já que a Anvisa não vende certificados.
As versões de certificados são vendidas pelos criminosos pelo valor de até R$ 5 mil, em ligações e mensagens de WhatsApp. No entanto, o órgão não comercializa nenhum tipo de material educativo, de orientação ou atualização profissional.
Perfil das vítimas
As vítimas são profissionais em busca de recolocação, e a justificativa usada pelos golpistas é de que essas publicações funcionariam como certificados de capacitação especial, concedidos diretamente pela Anvisa. Os materiais seriam diferenciais nas disputas de vagas no mercado de trabalho.
Em um exemplo que chegou ao conhecimento da Agência, houve adulteração do “Manual de Importação para Veículos que Operam no Transporte Internacional”, disponibilizado de forma pública e gratuita no site da Anvisa.
Na versão manipulada, a palavra “Certificado” foi inserida por criminosos ao lado da logomarca da Agência, e o material foi oferecido, mediante pagamento, a motoristas de carga que buscam vagas de emprego no transporte de medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária.
Como denunciar
Casos de cobrança por materiais e cursos supostamente emitidos em nome da Anvisa devem ser denunciados à Polícia Civil mais próxima do local no qual o fato esteja ocorrendo ou em uma delegacia de crimes virtuais, caso a fraude não esteja vinculada a um determinado local.
Além de estelionato — crime contra o patrimônio no qual se usa de fraudes e mentiras para enganar a vítima —, a situação pode envolver o uso indevido de marcas e falsidade ideológica. A prática é configurada pelo uso de informações falsas em documentos verdadeiros, podendo alcançar o uso ilegal de dados das próprias vítimas.