Funileiro que matou e comeu carne de homem usou coronavírus para tentar liberdade

Defensoria alegou que acusado pertence ao grupo de risco, pois é hipertenso

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Funileiro teria admitido que comeu carne da vítima. Imagem: Arquivo, do Edição MS

O funileiro Agnaldo dos Santos Miranda, 30 anos, preso acusado de decapitar Eliel de Jesus, 44 anos, e ainda comer um pedaço da carne da vítima, usou a pandemia de coronavírus para tentar liberdade. Agnaldo está preso desde o dia 6 de abril de 2019 em Coxim. O crime foi motivado após uma discussão com a vítima.

Em duas tentativas de revogação de prisão, no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça), a Defensoria Pública alegou que Agnaldo pertence ao grupo de risco, pois é hipertenso. Também destacou a situação dos presídios brasileiros, onde há superlotação, ou seja, aglomeração de pessoas. No entanto, os pedidos foram negados pela Justiça.

Inicialmente, o funileiro negou envolvimento no crime, mas horas depois de interrogado, confessou e contou detalhes de como agiu. Ele alegou que parou de usar drogas porque perdeu a esposa e guarda dos filhos. Mas estava na companhia de Jesus, que teria insistido para que ele usasse, o que causou um momento de fúria, como definiu o suspeito. Nesse momento o funileiro disse que decidiu matar a vítima.

Agnaldo e Jesus chegaram a entrar em uma briga e o suspeito desferiu várias facadas em Jesus. Ao relatar os golpes, o autor disse que foi uma faca certeira no peito, emendando que “quando se quer matar porco e boi tem que ir direto no coração, sem piedade'. Após decapitar a vítima, o suspeito cortou um pedaço da carne do pescoço e comeu. Depois, deixou a cabeça na varanda da casa do outro homem, por quem ele também procurou para matar. Como não encontrou, voltou para sua residência, dormiu e foi trabalhar no dia seguinte.

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