Publicado em: 27/05/2026

Polícia Federal encontra R$ 287 mil em sacos de lixo durante operação contra fraudes no INSS

Dinheiro estava escondido na casa de um servidor em Pernambuco

Midiamax, Renata Volpe
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Imagem ilustrativa. (Divulgação PF)

A Polícia Federal apreendeu R$ 287 mil em dinheiro vivo escondidos em sacos de lixo durante nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quarta-feira (27) para investigar fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. O montante foi localizado na residência de um servidor do instituto em Pernambuco, onde também foram apreendidos dois carros de luxo.

Segundo as investigações, o dinheiro estava guardado em sacolas dentro de uma mala encontrada pelos agentes durante o cumprimento de mandados judiciais. A operação é conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União).

As ações desta etapa ocorreram no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba, com cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A investigação apura um esquema nacional de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, realizados entre 2019 e 2024, por meio de entidades associativas. O prejuízo estimado chega a R$ 6,3 bilhões.

De acordo com a PF, a nova fase busca aprofundar a apuração sobre três núcleos regionais suspeitos de participação nas fraudes. Os investigadores apuram crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e delitos contra a administração pública.

Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e determinações de bloqueio de bens.

Entre os alvos, estão dirigentes de associações e servidores ligados ao INSS. Em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, a investigação concentra suspeitas sobre servidores e ex-servidores do órgão.

As irregularidades vieram à tona em abril, na primeira fase da Operação Sem Desconto. Conforme a investigação, entidades realizavam cobranças mensais diretamente nos benefícios previdenciários sem autorização dos aposentados e pensionistas, simulando filiações associativas inexistentes.

*Informações do blog Camila Bomfim do G1.