Publicado em: 13/07/2026
Autor da ação afirma que foi induzido por propagandas feitas pelos influenciadores digitais
Um homem ingressou na Justiça contra os influenciadores digitais Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia após perder mais de R$ 50 mil em sites de apostas. O autor da ação afirma que sofreu prejuízo financeiro por acreditar nas propagandas de apostas divulgadas pelos influenciadores.
Embora o caso tenha voltado a repercutir nesta segunda-feira (13), o processo foi ajuizado em 19 de junho. Além dos famosos, o homem também move ação contra plataformas de apostas on-line.
O processo tramita na 5ª Vara Cível de Campinas (SP). O autor pede indenização por danos materiais e morais contra os três influenciadores, que estão entre os principais divulgadores de casas de apostas nas redes sociais.
Endividamento
Segundo a ação, o homem relata que sofreu um forte impacto financeiro e acabou se endividando. Ele também afirma ter desenvolvido problemas de saúde relacionados ao suposto vício em apostas.
Além disso, sustenta que a divulgação das plataformas por pessoas públicas transmitia uma aparência de credibilidade e confiabilidade, influenciando sua decisão de apostar.
Com isso, ele pede o ressarcimento dos valores perdidos, além de maior transparência e clareza na publicidade de casas de apostas.
Alvo do MP
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolou, em 8 de julho, uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze.
O órgão pede a condenação solidária de ambos ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, sob a alegação de divulgação abusiva da plataforma de apostas.
Segundo a ação, Virginia e a Blaze teriam sustentado uma “engenharia predatória de exploração” para se aproveitar da vulnerabilidade dos apostadores.
Deolane presa
Deolane Bezerra está presa preventivamente desde o dia 21 de maio. A influenciadora e advogada está detida preventivamente na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Ela é ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro sob a acusação de envolvimento com a facção criminosa PCC, alegações que sua defesa nega veementemente.