Fazendeiro acusado de ajudar Lázaro Barbosa em fuga é solto e coloca tornozeleira eletrônica

Elmi Caetano Evangelista foi preso no dia 24 de junho após denúncia de um caseiro que afirmou que o fazendeiro estava ajudando Lázaro

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Elmi responde por favorecimento pessoal e posse de armas. Foto: Weslei Costa

Lázaro era procurado pelo assassinato de uma família em Ceilândia e morreu em uma troca de tiros com a polícia após 20 dias foragido

Acusado de ajudar Lázaro Barbosa durante fuga, o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista foi solto, nesta sexta-feira (16), do presídio Águas Lindas de Goiás. Segundo a defesa, o réu está com problemas de saúde.

Elmi tem 73 anos e responde pelos crimes de favorecimento pessoal e posse de armas. Agora, como condição para que tivesse a prisão revogada, ele terá que usar tornozeleira eletrônica, não deverá deixar a cidade e nem poderá sair de casa durante a noite.

O fazendeiro foi preso no dia 24 de junho após denúncia de um caseiro que afirmou que Elmi estava ajudando Lázaro, dando abrigo e comida. O funcionário chegou a ser preso, mas o processo contra ele foi arquivado.

Durante a prisão do fazendeiro, a polícia apreendeu duas armas, mas um laudo apontou que elas não funcionavam. Dessa forma, a defesa tenta retirar a acusação pela posse de armas.

Lázaro era procurado pelo assassinato de uma família em Ceilândia e morreu em uma troca de tiros com a polícia após 20 dias foragido.

Caso Lázaro

Natural de Barra do Mendes (BA), Lázaro era suspeito de matar, em um quádruplo latrocínio, quatro pessoas de uma família em Ceilândia, no Distrito Federal. Ele também é suspeito de matar um caseiro de uma fazenda no distrito de Girassol, em Goiás.

Além disso, outra tentativa de latrocínio é atribuída ao criminoso: em 2020, ele teria invadido uma chácara no estado goiano para roubar e atingir um idoso portando um machado.

Devido à sua longa ficha criminal, Lázaro chegou a ser preso três vezes. A primeira captura ocorreu ainda na Bahia, em razão de um duplo homicídio, chegando a escapar dez dias depois.

Ele respondia, também, por crimes de estupro, roubo à mão armada e porte ilegal de arma de fogo — acusação que o levou à cadeia no DF em 2013. Três anos depois, contudo, fugiu da cadeia após progredir para o regime semiaberto.

Em 2018, Lázaro chegou a ser preso pela Polícia de Goiás, mas escapou mais uma vez, sendo procurado desde então. O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, afirmou, antes da captura, que as equipes estavam lidando com um "psicopata". "Uma pessoa que, se puder, vai fazer refém; se puder, vai matar", ressaltou na ocasião.

Inicialmente, os policiais acreditavam que o fugitivo ficava sempre escondido na mata, mas, ao prenderem dois homens suspeitos de facilitar a fuga dele, mudaram a abordagem. A dupla foi descoberta após os agentes encontrarem um esconderijo onde Lázaro poderia ter se abrigado, em Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás.

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Na ofensiva, foram apreendidos com os dois suspeitos presos - que não tiveram a identidade revelada - 50 munições e duas armas de fogo. Uma delas havia sido roubada

Na ocasião, o secretário da Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse acreditar que havia uma “rede criminosa” que apoia o "serial killer do Distrito Federal.

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