Publicado em: 06/10/2026

‘Dança de planetas’ e noite mais escura do mês: confira o calendário astronômico de outubro

Calendário astronômico de outubro reserva eventos celestes para se observar em Mato Grosso do Sul

Midiamax, Karina Campos
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Lua Cheia visível em MS. Imagem: (Madu Livramento)

Prepare os binóculos ou o celular, pois outubro reserva vários eventos celestes para observar em Mato Grosso do Sul. Entre os destaques, estão conjunções entre planetas, chuva de meteoros e a noite mais escura do mês.

Conforme o Star Walk, plataforma especializada em astronomia, diversos eventos poderão ser observados a olho nu no Brasil. Nesta terça-feira (6), por exemplo, a Lua aparece muito próxima de Júpiter antes do amanhecer. Além disso, haverá uma conjunção envolvendo Mercúrio e Vênus, formando uma verdadeira “dança” de planetas.

Entre os dias 7 e 8 de outubro, Marte e Júpiter estarão visíveis pela manhã, enquanto Saturno poderá ser observado ao anoitecer e durante a noite. Mercúrio e Vênus também poderão ser vistos após o pôr do sol no início do mês, especialmente no hemisfério sul, mas a observação dos dois ficará mais difícil ao longo de outubro.

Urano é mais bem observado com o auxílio de binóculos ou telescópio, enquanto Netuno exige um telescópio para ser localizado no céu.

Noite mais escura

A noite de 10 de outubro será a mais escura do mês, pois coincide com o ápice da Lua Nova, que ocorre às 11h50 (horário de Mato Grosso do Sul). Nessa fase, a Lua fica posicionada entre a Terra e o Sol. A face iluminada pelo Sol fica voltada para o lado oposto ao da Terra, deixando praticamente invisível a face lunar voltada para nós.

Nesse período, a Lua nasce e se põe praticamente com o Sol. Como permanece no céu durante o dia, ela fica ausente durante a noite, eliminando o brilho natural que costuma dificultar a observação do céu.

Sem a luz lunar, a data é uma das melhores do mês para observar objetos do céu profundo, além de estrelas, constelações e planetas, que podem aparecer com mais nitidez.

Chuva de meteoros

No dia 14 de outubro, a Lua estará próxima de Antares, uma das estrelas mais brilhantes da constelação de Escorpião. No extremo sul do Rio Grande do Sul, a aproximação será ainda mais precisa, e Antares chegará a desaparecer atrás da Lua por alguns minutos.

Já na madrugada entre os dias 21 e 22 de outubro ocorre o pico da chuva de meteoros Orionídeas, formada por detritos deixados pelo famoso cometa Halley. Em condições ideais, o fenômeno pode apresentar cerca de 20 meteoros por hora. No entanto, a luminosidade da Lua deverá esconder parte dos meteoros mais fracos neste ano.

Lua Cheia do Caçador

Por fim, a Lua Cheia ocorrerá em 26 de outubro e permanecerá nessa fase por aproximadamente três dias. Tradicionalmente, essa Lua Cheia é chamada de Lua do Caçador.

O nome não pertence especificamente ao mês de outubro. A denominação é usada para a Lua Cheia que ocorre depois da Lua da Colheita. No passado, após o período de colheita, os caçadores aproveitavam os campos abertos e a luminosidade do luar para localizar animais e continuar a caça após o pôr do sol.

No hemisfério sul, porém, em que outubro ocorre durante a primavera, as associações sazonais são diferentes. Entre os nomes tradicionais utilizados, estão Lua do Ovo, Lua do Peixe, Lua Rosa e Lua do Despertar.

(Revisão: Dáfini Lisboa)