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Presidente do Santos assume prejuízo e leva equipe para ver estrago no Pacaembu

Copa Libertadores 2018.

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Vandalismo da torcida destruiu dependências do Pacaembu - Foto: Reprodução

O Santos arcará com o prejuízo causado por parte de sua torcida no empate em 0 a 0 com o Independiente-ARG, na última terça-feira, no Pacaembu, pela Libertadores da América.

São cadeiras, alambrados e banheiros vandalizados. De acordo com a Secretaria de Esportes e Lazer de São Paulo, o custo estimado é de até R$ 40 mil para os reparos.

“Quebrou-se material do Pacaembu, é um dano ao bem público. É vandalismo e o Santos vai pagar. No relatório, saíram 60 cadeiras. Nosso pessoal foi fazer a checagem. E o que nós provocamos de prejuízo vamos pagar”, disse o presidente José Carlos Peres, em evento na Federação Paulista de Futebol.

A decisão foi encerrada aos 42 minutos do segundo tempo pela arbitragem após bombas arremessadas e tentativas de invasão ao gramado. A Conmebol avalia o caso e deve punir o Santos novamente.

Mesmo com a reforma pendente, o Peixe confirmou o Pacaembu como mando de campo para a partida contra o Grêmio, dia 6, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

União Brasileira Contra Argentinos

O presidente do Santos, José Carlos Peres, quer contar com o apoio de outros clubes brasileiros contra a “supremacia argentina” na Conmebol.

O mandatário vê favorecimento aos hermanos após o caso de Carlos Sánchez, escalado de forma irregular segundo a confederação. Só uma equipe apoiou o Peixe.

“Internacional foi o único que nos mandou uma mensagem. Um advogado do Internacional defendeu a causa com os nossos advogados, o doutor Daniel Cravo, reconhecido mundialmente. A questão toda é: os clubes não tomaram posição. Quando um clube for prejudicado, é hora de se unir para enfrentar. Movimento ganha mais força e um detalhe: quem manda no Conmebol é a Argentina. Presidente do Independiente é casado com a filha do presidente da AFA, e o presidente é vice da Conmebol”, disse Peres, em evento na Federação Paulista de Futebol.

Santos e Racing-ARG devem apelar na justiça sul-americana e na FIFA. O Peixe foi declarado derrotado por 3 a 0 contra o Independiente por escalar Sánchez e acabou eliminado na Libertadores. O Racing enfrentou o River Plate de Zuculini, jogador utilizado sete vezes de forma irregular na competição. Como não houve reclamação no tempo hábil, a Conmebol não puniu o River.

“Fizemos tudo que podemos, fomos com cinco advogados para julgamento pré-determinado a culpar. E assim mesmo fizemos defesa grande. Concordaram com tudo os três juízes. Levamos provas. Se entrar no sistema, é responsabilidade da Conmebol, dados reais. Temos uma prova maior que o nosso jogador Dodô foi expulso e 20 minutos estava lá “a cumprir, um jogo”. Caso do Sánchez é zero jogo a cumprir. É erro crasso. Entramos com defesa novamente e vamos para o CAS (Conselho Arbitral do Esporte), infelizmente. Racing nos procurou e também vai. Se for o caso, até paralisar a competição. Competição ficou contaminada”, completou o presidente.

Se a Conmebol der razão para o Santos, o 0 a 0 da ida seria mantido e, com o 0 a 0 da volta, no Pacaembu, alguma solução inédita precisaria ser aplicada, como uma terceira partida ou decisão por pênaltis. Internamente, dirigentes não veem solução e esperam vitória judicial por “honra”, além de multa em dinheiro.

"Cuca Errou"

O presidente do Santos, José Carlos Peres, disse ainda durante a entrevista que o técnico Cuca se arrependeu após o desabafo na coletiva de imprensa na noite do empate em 0 a 0 com o Independiente na última terça-feira, no Pacaembu.

Na ocasião, o treinador afirmou que o Peixe teve culpa no caso Sánchez e cobrou melhorias administrativas urgentes no clube.

“Toda crítica construtiva é benéfica, eu concordo que o clube precisa se profissionalizar. Isso custa caro, custa impeachment, custa tudo. Quem está sendo prejudicado corre atrás. O único beneficiado na gestão é o Santos. Não podem negar minha lisura, não há dolo, empresários mandavam no clube. Ganharam muito dinheiro, alguns R$ 27 milhões direta ou indiretamente. Nosso medo é que chegue no técnico, mas acho que não é isso que aconteceu, estava nervoso, reconheceu o erro. Ricardo Gomes deu entrevista na mesma linha. Há coisas que se falam publicamente e coisas no privado. Vou captar isso para melhorar. Gosto de ser afrontado. Bom gestor tem que ser afrontado. Me chama a quatro paredes, diz que está errado e eu vou explicar ou concordar. Tenho humildade”, disse o presidente, em evento na Federação Paulista de Futebol.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o executivo de futebol Ricardo Gomes discordou de Cuca, mas minimizou as palavras proferidas pelo técnico. Era previsto que o treinador falasse com a imprensa ao lado do presidente José Carlos Peres, o que não ocorreu, na versão do clube, por um acidente na Rodovia Imigrantes.

Demissão de advogado não foi motivada por caso Sanchez

José Carlos Peres afirmou que a demissão de Felipe Nobrega, advogado e um dos responsáveis pelo registro de jogadores, não tem a ver com a escalação irregular de Carlos Sánchez.

O mandatário alega reforma no departamento jurídico e lembra que, em 2017, o Peixe esqueceu de inscrever os atletas na Libertadores da América e quase ficou sem disputá-la. À época, a gestão do ex-presidente Modesto Roma viu o gerente Sergio Dimas como culpado e o demitiu. Curiosamente, Peres trouxe o profissional de volta neste ano.

“Está havendo uma confusão. Tínhamos feito demissão de outro na sexta, estamos fazendo uma reforma e chegou a vez dele. Quiseram ligar uma coisa na outra. Se basearam no sistema Comet e não teria motivo para mandar embora. Não foi por justa causa, é uma arrumada no clube. Demissões todos os dias ou quase sempre para transformarmos o clube no tamanho que tem que ter, não muito maior hoje”, disse o presidente, em evento na Federação Paulista de Futebol.

“Na última gestão, com esse mesmo departamento, não criado por mim, tivemos um esquecimento da inscrição do Santos na Libertadores. Foi ano passado e por pouco não ficamos fora por erro administrativo. Clube está se profissionalizando”, completou.

Enquanto diz, publicamente, que não errou ao escalar Sánchez na Libertadores, o Santos iniciou uma sindicância interna para definir possíveis culpados. Felipe Nobrega estava há 11 anos no Peixe. Muitos acreditam que ele foi usado como “boi de piranha”.

“Fui surpreendido com uma chamada do RH para informar minha demissão, sem que eu tenha sido informado pelos meus superiores. Me desenvolvi profissionalmente dentro do Santos, tenho amor incondicional pelo clube, mas a forma que está sendo dado esse desfecho para mim, por essa exposição que não partiu do clube, me deixa muito chateado”, disse o advogado, à Folha.

O mandatário santista desconfia de participação da oposição no caso de Carlos Sánchez, escalado irregularmente na ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente-ARG, em Avellaneda. O fato fez com que a Conmebol declarasse o Peixe derrotado por 3 a 0.

De acordo com o Peres, havia a fofoca de uma “bomba a estourar” no clube. Vale lembrar que o presidente responde a dois pedidos de impeachment no Conselho Deliberativo e a imprensa argentina publicou que um jornalista brasileiro alertou o Independiente sobre a suspensão de Sánchez.

“Seria lamentável que toda essa confusão fosse causada (pela oposição). Cada semana tem uma. Parece um terreno dinamitado. Não sabemos onde estão as minas. Na semana passada, falavam de uma bomba a estourar. Pode ser outra, mas é suspeito, por isso muita gente acha que partiu de lá (oposição). Acreditamos no amor ao clube, oposição é na eleição, que só vai acontecer em dezembro de 2020. Estamos aqui humildemente pedindo ajuda de todos os santistas, no Conselho, sócios e torcedores. É hora de dar as mãos e elevar o clube a um patamar maior”, disse Peres, em evento na Federação Paulista de Futebol.

O presidente do Santos ainda diz que o clube não desistiu da defesa para o caso de Sánchez. O Peixe teria o apoio do Racing, que enfrentou o River Plate e Zuculini, também escalado irregularmente. Como não houve queixa no tempo correto, a Conmebol não anunciou qualquer punição técnica.

“Fizemos tudo que podemos, fomos com cinco advogados para julgamento pré-determinado a culpar. E assim mesmo fizemos defesa grande. Concordaram com tudo os três juízes. Levamos provas. Se entrar no sistema, é responsabilidade da Conmebol, dados reais. Temos uma prova maior que o nosso jogador Dodô foi expulso e 20 minutos estava lá “a cumprir, um jogo”. Caso do Sánchez é zero jogo a cumprir. É erro crasso. Entramos com defesa novamente e vamos para o CAS (Conselho Arbitral do Esporte), infelizmente. Racing nos procurou e também vai. Se for o caso, até paralisar a competição. Competição ficou contaminada”, completou o presidente.

Se a Conmebol der razão para o Santos, o 0 a 0 da ida seria mantido e, com o 0 a 0 da volta, no Pacaembu, alguma solução inédita precisaria ser aplicada, como uma terceira partida ou decisão por pênaltis. Internamente, dirigentes não veem solução e esperam vitória judicial por “honra”, além de multa em dinheiro.

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